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Frágil

 
Construí castelos fundamentados
na areia do deserto.
Coloquei barcos de papel sem rumo certo,
nos turbilhões das enchentes.  
Soltei pandorgas reluzentes
nos redemoinhos de vento.
 
Fiz desenhos de giz ao relento,
que a chuva lavou ligeiro.
Montei personagens de gelo 
sob sol abrasador. 
 
Escrevi na areia da praia com ardor,
mas a onda veio e apagou.  
Corri em chão bruto que me cegou,
na nuvem de poeira que se levantou.
Tudo foi tão frágil
e desolador ...
Assim tive, em minha vida,
o que um dia chamei de AMOR!

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Midi: Espiritual
Foto e Imagem editada por Rubiane
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    Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

 

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