Um som anunciado.
uma palavra a zunir pelo espaço.
O vazio desfeito,
Com o dizer sofrido
que a paz acabou.
Dito por alguém sem rosto,
Coberto de pranto e desgosto.
 
A guerra destruindo o silêncio,
o silêncio que se faz  gritos.
Homens acabando com os sonhos
de outros homens.
É um clamor,
que espalha tristeza e terror,
como um rastilho de pólvora
envolvendo toda a gente,
todo um povo inocente.
 
O viver já é um lutar incessante,
onde não tarda estarmos esgotados.
no entanto a guerra é abreviação,
mais contundente,
dessa nossa desastrosa existência..
 
Jovens de etnias diferentes,
lutam por sua terra,
mas sua terra nada lhes dá.
Só os fazem perder
o viço e a  inocência.
E o pior acontece
quando são recrutados
para lutar por interesses,
que nem são de seu país,
mas que por acordos vis
obrigam-lhes a  empunhar  fuzis.
 
Lutam sendo heróis anônimos,
em nome de uma religião,
de uma região,
de um governo,
ou por suas convicções.
Com armas nas mãos,
lutam mesmo  sem justificativas aparentes,
lutam por haver perdido
toda fé e razão.
 
Não há explicações convincentes
para acalentar a mãe desesperada,
que na guerra seu filho perdeu.
que por sua pátria morreu,
a mesma pátria que nunca o alimentou.
e sua bravura nunca salientou.
 
As famílias sofrem infinitamente
para dar sustento aos seus filhos,
que depois  pela guerra ficam ausentes.
Muitos não conseguem
aos seus lares retornarem,
foram  extinguidos pela intolerância,
pela ganância
e acordos sórdidos,
entre  governantes
que se escondem em seus gabinetes,
para o front  mandando inocentes.
 
Os jovens  nas guerras
perdem a liberdade,
perdem a vida...
Aos que continuam
sobram-lhes somente,
dolorosas e incuráveis feridas,
tentando sobreviver na infelicidade
de terem perdido toda esperança,
vivendo de  rotas lembranças.
  
Não fiquemos calados
diante de tanta injustiça,
ante a massiva destruição
de nossos jovens,
futuros de nossa nação.
Gritemos  em voz alta,
que renunciamos essa dor,
queremos nossos filhos e irmãos,
vivos,
construindo, disseminando,
fazendo imperar a paz e o amor.  
 Som: Habib Tanar - Close
Imagem editada por Rubiane
Copyright ©Cléa  Rubiane
   
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    Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

 

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