Borboletas amarelas

O frio não se dissipa de minha esquálida alma,
nem a mais suave flor me cativa, nem jamais me acalma.
Tua presença se consolida na tua penosa ausência,
no pesar da minha breve e confusa existência.

 

Teu rosto está nas minhas perenes divagações,
embaladas de felicidade, esbaldadas em emoções.
Teu sorriso se esconde nos meus segredos sufocados,
de abaladas saturações e descasos misturados.
 
As distâncias se fundem em névoas sonolentas,
em cores infindáveis de asas misteriosas e sedentas.
Vívidas, pálidas, gélidas, ao acaso surpreendentes,
azuis, verdes, rosáceas ou amarelas insistentes.
Nada se sufoca ou se apaga desses dias desconcertantes,
ficam todos os lamentos e momentos intermitentes.
A soar, infindáveis, melodias perdidas e desvairadas,
misturando flores afins e borboletas agoniadas.
 
O frio não se dissipa de minha esquálida alma,
nem a mais suave flor me cativa, nem jamais me acalma.
Nessa procura insistente, te busco nas rítmicas e belas,
inesquecíveis e surpreendentes, borboletas amarelas.
 

 

*Poema e página dedicada a minha amiga Kelly de Recife, mas atualmente residindo em MANAUS/AM

 

 



Edição de imagens e flash por Cléa Rubiane
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