Esqueça-me

 

Esqueça-me por um  tempo,
ainda que por breves dias,
por  longos meses,
ou que seja para sempre,
 

 

Esqueça-me até avaliares
o que deduzistes
e que me demonstrastes em palavras,
recobertas pelo véu de tuas dúvidas.
 

 

Esqueça-me até perceberes
que me feristes,
com tuas  flechas envenenadas,
que acertaram  meu peito,
sangrando meus dizeres.

 

 
Tanto amor que por ti devoto,
tanta situação que tenho fugido,
só para estar contigo,
só para te sentir como meu amor.
E mesmo assim
estás afundado em teus equívocos.
 
Mas não serás algo
que o tempo não apague,
quem sabe...
 
Te pareço uma estranha,
talvez algum dia eu me apresente...
Por hora, não mais me conheces,
não mais saberás
de minhas alegrias,
tristezas e manhas.
Não mais saberás o que faço,
o que desfaço,
o que vivo, o que sinto,
o que esqueço, o que desejo...
 
Divirta-se nos teus dias vazios de mim.
Dias amargurados e repletos de arrependimentos. Agora terás tempo,
para enxergar por trás da cortina
de ciúmes e enganos,
que colocastes nas janelas do teu mundo
de desencantos.
 
Canceles todos teus sentimentos,
que sentes por minha figura enfraquecida,
que para ti sempre foi desconhecida.

 

Canceles todos teus encantos,
que pensastes ter algum dia.

 

Canceles minha vida na tua,
pois estarei ao vento
recolhendo todas as flechas que atirastes
e tentando retirar aquelas
que em meu peito encravastes.
 
Esqueça-me por um  tempo,
ainda que  por breves dias,
por  longos meses,
ou  para sempre.

 

Esqueça-me até que lembres
o quanto vivi, por ti!
 

.

 
Copyright ©Cléa  Rubiane
   
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