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- É
Natal, afinal.
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Ah,
que mundo maravilhoso e diferente
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é
constantemente apresentado,
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Ante
a mídia ficamos extasiados.
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É
tanta luz em várias cidades,
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tantos
carinhos sendo disseminados...
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Mas
há tantas pessoas sem luz alguma
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Que
vivem na escuridão de seus dias
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Não
possuem um abrigo, um conforto,
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Tem
como sua iluminação a
luz das estrelas.
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Em
seu paradeiro
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não há teto, não há chão
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Ah,
como é gostosa nossa ceia,
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que
obtemos por nosso trabalho
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Mas
há muitos de nossos irmãos
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que
não tem um pedaço de pão.
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alguma
chance e dignidade,
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Ah, que emocionante
tantos sorrisos e olhos molhados,
em meio a tantos abraços trocados,
apertados e afetuosos. Tantas promessas
e juras de um futuro melhor para o novo ano que se aproxima.
Seremos pessoas melhores...
 Mas há muitos que estão sozinhos,
sem alguém que lhe estenda a mão,
que os ajude confortando seu corpo
e seu coração. E tantas promessas foram feitas...
E tantas promessas foram esquecidas...
Ah, como é esperada a festa,
tão banalizada e comercial. Colocamos nossas roupas novas,
assim como inovamos e reciclamos
nossos desejos e sonhos.

Mas há tanta gente, vestida de trapos imundos,
que não comunga desse mundo. Que esconde suas feridas,
seu corpo marcado, dobrado, adulterado,
pelas dores da vida.

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É
Natal, afinal,
E nem lembramos, de que é tempo de refletir, que comemora-se de Cristo sua natividade. Estamos imersos em ilusórias felicidades, em irreais facilidades.

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É
NATAL, afinal,
época de tanta humanização entre Cristãos. Tanto amor redobrado, tantas festas e pompas. Vamos comemorar, pois se podemos festejar, é porque batalhamos, a vida não é fácil para a maioria.
 Mas lembre-se: podemos e devemos comemorar, contudo também lembrar e ajudar. Há tantos lá fora, fora de tudo o que vivemos, que anseiam pelo mínimo: atenção, carinho, moradia, alimento para o corpo e a alma ferida.
 Ajudemos aos que buscam sentido para suas vidas e assim encontraremos sentido para a nossa. Podemos ajudar, dentro de nossas condições podemos repartir, doar...

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Revire seu guarda roupa,
há tanta coisa lá que não te serve mais. Revire teus armários e geladeira, distribua o alimento antes do desperdício, antes que ele apodreça, e vá para a lixeira sem algum sacrifício.
 Sobrou-te uns trocados? Não compre enfeites de Natal, Enfeite o coração do teu próximo com alguma necessidade, que mostrará a ti e ao teu irmão, indescritível felicidade.

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É
NATAL, afinal,
Tenhamos humanidade, enquanto ainda nos resta tempo.

Que nosso olhos fiquem umedecidos ao realizarmos um desejo de tantos abandonados, esquecidos,
destruídos...
Que nosso abraço envolva mentes e corpos ofertando algum nobre auxílio.
O que fizeres pode te representar quase NADA. Mas com certeza é MUITO para quem não tem nem esperanças.
 Poderá te parecer, apenas um grão, ante a imensidão, mas com certeza será semente para futuros NATAIS, onde certamente poderemos comemorar, FELICIDADES REAIS.
POIS AFINAL, Será NATAL finalmente!

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- Boas festas, um NATAL iluminado!
- Beijinhos
Música:
Cantores de Viena
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©Cléa Rubiane
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